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CAIO BONFIM

Um destaque do Brasil na cena mundial da marcha


Assessoria de Comunicação

Caio Oliveira de Sena Bonfim

Data e local de nascimento: 19/3/1991, Brasília (DF)

Provas: 20 km e 50 km marcha atlética

Principais conquistas: Nos 20 km marcha atlética - medalha de bronze no Mundial de Londres-2017 medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019 e de bronze em Toronto-2015 2º colocado no Race Walking Tour de 2022 da World Athlertics.

 

Caio Oliveira de Sena Bonfim é um dos atletas mais consistentes na história brasileira da marcha atlética. Afinal, ele brilha na categoria adulta desde os 20 anos, quando bateu o recorde nacional dos 20.000 m no Campeonato Sul-Americano de Atletismo de Buenos Aires, na Argentina, em 2011.

O grande resultado do atleta brasiliense, sem dúvida, foi a medalha de bronze nos 20 km do Mundial de Londres (GBR), em 2017, depois de ter ficado em quarto lugar nos Jogos Olímpicos do Rio-2016. Nos 50 km, terminou na nona colocação também no circuito olímpico montado no Recreio dos Bandeirantes.

Atleta olímpico em Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2021, Caio começou a brilhar internacionalmente no Mundial de Pequim, na China, em agosto de 2015, quando obteve o sexto lugar nos 20 km, o melhor resultado de um brasileiro na história do Campeonato, igualando o feito do catarinense Sergio Vieira Galdino, sexto em Stuttgart, na Alemanha, em 1993.

Ainda em 2015, em julho, em Toronto, no Canadá, ganhou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos. E repetiu a conquista de Marcelo Moreira Palma, que ocupou a mesma posição no Pan-Americano de Havana-1991, em Cuba. Sua segunda medalha em Pan-Americanos, de prata, veio em Lima, no Peru, em 2019, também nos 20 km (1:14:10). Nos 50 km, após passar mal na prova, ficou em quarto lugar.

Caio Bonfim tem o DNA da marcha. Atleta do Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO), de Brasília, é filho do técnico João Sena Bonfim e da também treinadora Gianetti de Oliveira Bonfim. João Sena é um conceituado treinador e Gianetti, que também faz sucesso na função, foi oito vezes campeã brasileira na marcha.

No Circuito Mundial da modalidade, desde 2014, o brasileiro integra a lista dos cinco primeiros colocados no circuito, primeiro na IAAF e agora na WA. Foi o campeão na etapa de Rio Maior, em Portugal, em 2014. No mesmo ano, ganhou bronze em Dudince, na Eslováquia, e La Coruña, na Espanha. Em 2015 levou o bronze em Rio Maior e em Lugano, na Suíça. Outra conquista importante foi na Copa Pan-Americana de Marcha, em Arica, no Chile, onde conquistou a prata. Em 2022, foi vice-campeão do Race Walking Tour de 2022 da World Athletics. A partir daí as medalhas foram frequentes, impondo respeito aos grandes nomes da modalidade. Exemplo disso, no início de 2023, mais precisamente no dia 25 de março, foi vice-campeão dos 35 km do GP de Dudince, na Eslováquia, válido pela série ouro da World Athletics.

Caio é recordista brasileiro dos 20.000 m (1:20:58.5), feito em Buenos Aires. Nos 20 km (rua), sua melhor marca e recorde brasileiro é 1:18:47, obtida em La Corunã, na Espanha, em

8 de junho de 2019. Nos 35 km, quebrou o recorde brasileiro no Mundial do Oregon, Estados Unidos, com 2:25:14, no dia 24 de julho de 2022.

No Mundial do Oregon-2022, aliás, o marchador ajudou o Brasil a conquistar a melhor campanha da história na competição, ficando entre os top 8 em duas provas: foi o sexto colocado nos 20 km (1:19:51) e o sétimo dos 35 km, com o recorde brasileiro.

Em 2023 foi campeão da Copa Brasil Loterias Caixa de Marcha Atlética pela 12ª vez na categoria adulta, entre 20 e 35 km, em Brasília - a mãe Gianetti tem mais oito campeonatos e a família soma 20 títulos da competição. 

Caio mantém e aumenta a tradição na marcha no Brasil. Além de Sergio Vieira Galdino e Marcelo Moreira Palma, outros marchadores fizeram  história da modalidade no País. Caso de Mário José dos Santos Júnior, prata nos 50 km no Pan-Americano de Santo Domingo-2003, na República Dominicana, e ex-recordista brasileiro da prova (3:55:36). E José Alessandro Bernardo Bagio, 13º colocado nas Olimpíadas de Atenas-2004, na Grécia, e em Pequim-2008, na China.

O início - Começou a treinar em 2007. No começo, não queria, mas fez um teste, gostou e nunca mais saiu. Teve que superar um problema delicado de saúde, aos 2 anos. Por carência de cálcio, as pernas do menino começaram a entortar, e ele necessitou de uma cirurgia para corrigi-las.

Fez a operação quando tinha menos de 3 anos. Ao contrário do temor dos médicos, de que o problema poderia voltar, Caio cresceu normalmente - faz atividades físicas desde os 6 anos.

Caio teve resultados rapidamente e vem fazendo uma carreira sólida. Ainda jovem, foi o quarto no Mundial de Juvenis (sub-20) na prova dos 10.000 m de Moncton-2010, no Canadá, e foi prata no Pan-Americano Juvenil de Port-of-Spain-2009, em Trinidad y Tobago.

Casado com Juliana, é pai de Miguel, que nasceu em 26 de junho de 2019, e de Theo, que veio ao mundo em 29 de setembro de 2021.